A Mariana esteve no festival de Woodstock

0
(0)

Olá, hoje vou apresentar um tema que aconteceu nos anos 60, o festival de Woodstock. Este famoso festival foi o grito de uma geração pela paz, teve uma organização completamente amadora, entre zangas, birras, desastres, momentos hilariantes e mágicos que tornaram o ano de 1969 ainda mais inesquecível. Passaram 50 anos e será que este festival habita hoje no nosso imaginário como apenas um festival de música?

Essa deveria ser a pergunta da época que eles faziam entre si: “será que as gerações futuras vão saber do nosso lendário festival”, e agora respondo, deveríamos. Este festival foi realizado pelos espectadores e não pelos artistas, foi um festival revolucionário, pois o que se desejava era a luta pela amizade, pelo entendimento entre a população e realmente foi o que se obteve, no interior de Woodstock e nos primeiros dias de festival, mas o resultado fora deste estrondoso(?) evento foi completamente o contrário.
Os média criticaram os jovens que aderiram a este festival, a população estava desgostosa com esta situação toda, porém as pessoas que abraçaram esta diversão com unhas e dentes não queriam saber do que as outras estavam a comentar e esforçaram-se para reforçara liberdade, pois quanto mais as pessoas reclamavam, mais eles aderiam de todas as contravenções. De onde surgiam as pessoas? Como existia tanta gente para ver este festival? Pois é, meio milhão de pessoas surgiu do nada, eram filas de carros gigantescas, ninguém queria saber de como obter bilhete para entrar nesta enorme “festa”, um território pensado e arquitetado para 200 000 pessoas, foi vandalizado por mais do triplo do estimado.
Os organizadores nunca pensaram que esta luta por uma sociedade sem tabus fosse ter tanta repercussão, até aqui, em Portugal, teve uma repercussão enorme, notou-se mais mudanças políticas do que propriamente em termos musicais, com a influência de alguns artistas como os “Mamas & the Papas”.
As letras musicais dos nossos artistas mais famosos, mudaram muito, passaram a ser mais comprometidas, menos “amo toda a gente” e mais mensagens revolucionárias. Em Portugal, o artista que começou esta onda de “sinceridade” foi o Zeca Afonso, mas havia imensos artistas a tentarem combaterem o sistema fascista da época. Eram tempos sinistros, não se podia andar diferente do devido, criticava-se os que gostavam de rock, eram escandalosos, mesmo nós, portugueses, criticávamos as pessoas que apreciavam o rock, normalmente dizia-se que eram “malucos que andavam aos gritos”.
Atualmente não existe tanto preconceito, e foi esse o grande poder do Woodstock, o choque ideológico e cultural com a “guerra”, em que os jovens eram a carne para canhão, e isto teve de estourar, tanto lá, na América do Norte, como cá, em Portugal.
Woodstock deveria sim, fazer parte da nossa cultura geral, foi um passo importante para a nossa sociedade atual, não está como deveria estar, mas de há 50 anos para agora, melhorou muito, e era esse o objetivo deste grandioso e espetacular festival.
Mariana 9D

Gostaste desta publicação?

Deixa a tua votação! Ou se quiseres, comenta abaixo.

Média das votações 0 / 5. Vote count: 0

Ainda sem votos. Queres ser o primeiro?

Ai é?

Segue-nos nas Redes Sociais

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.