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  Quer o conheças como o “Dia da Liberdade” ou como o “Dia dos Cravos”, todos conhecemos o dia 25 de Abril.  Sei que para muitos, é apenas um feriado (especialmente este ano, visto que vais ter um fim de semana prolongado), mas quero mostrar-te que por detrás desta data há um grande acontecimento!

Basicamente, vou te resumir (muito rápido, porque senão ficava aqui um dia inteiro) o que aconteceu.  Queria dizer que isto começou à meia-noite do dia 25, mas não foi bem assim. Houve preparação!

Antes de tudo, as ideias de revolta começam! O povo está descontente, sem o dizer por causa da censura, contudo os militares sabiam e começam a planear uma Revolução Militar!  Passando ao dia, temos a comandar tudo, a partir de um quartel secreto montado na Pontinha, Lisboa, os Capitães de Abril, com telefones e mapas, no silêncio da noite a garantir que tudo corre bem.

Agora sim, por volta das 11 da noite, é emitida pelos Emissores Associados de Lisboa “E Depois do Adeus” de Paulo Carvalho, o sinal para a preparação das tropas! Por volta da meia-noite e meia, é ouvida através da Rádio Renascença “Grândola, Vila Morena” de Zeca Afonso! Começam (as tropas) a sair dos seus postos, dando como exemplo as tropas de Santarém que foram comandadas por Salgueiro Maia.

Claro que nem todas as tropas que tinham comprometido cumpriram o acordo, mas mesmo assim a Revolução dos Cravos aconteceu.  Ao longo da noite, as tropas dirigem-se para o Quartel do Carmo, onde está Marcelo Caetano (o governante de Portugal na altura, mais concretamente a cabeça do Estado Novo) e tomando conta do Terreiro do Paço.

O povo tem um papel bastante importante nesta revolução e junta-se aos militares, seja em cima dos tanques ou a encher as ruas. TODOS APOIAM!!!

Após algum tempo, vencemos! O Estado Novo caiu! Marcelo Caetano é enviado para a Madeira e depois para o Brasil, onde foi exilado.   E assim se deu a Revolução dos Cravos! Assim é libertado o povo!

Alguns devem estar a pensar: “Revolução Militar sem mortes?”. Bem, não podemos dizer que não existiram mortes. No entanto, apenas 4 pessoas morreram durante a revolução. Apenas 4 pessoas foram mortas pela PIDE (basicamente a polícia da censura e do Estado Novo).

Somos agora livres, mas não nos podemos esquecer de quem nos libertou. Não nos podemos esquecer dos militares que em 1974 meteram a sua vida em risco para salvar a nossa. Peço-vos que olhem para o passado e que comecem a aproveitar a liberdade que têm, pois antes se dissesses algo que não fosse de acordo com o Estado Novo, irias ter um destino infeliz.

Sou a Sofia Pinheiro Lopes Vieira de Araújo do 7A e só vos desejo uma coisa:

Feliz 25 de Abril!!!

Texto escrito por

Sofia Pinheiro Lopes Vieira de Araújo Nº17 7A

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