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Olá! eu sou a Luiza e por mais incrível que pareça eu sou viajante no tempo, sim uma viajante no tempo… Eu nasci em 2045, o ano em que o meu pai inventou as máquinas do tempo.

Fica com o texto da Mariana Fernandes, do 8C.

O TERRAMOTO DE LISBOA DE 1755

Olá! eu sou a Luiza e por mais incrível que pareça eu sou viajante no tempo, sim uma viajante no tempo… Eu nasci em 2045, o ano em que o meu pai inventou as máquinas do tempo. Só existiam 3 máquinas, uma estava na oficina do meu pai, uma foi oferecida por ele ao governo e a outra foi enviada para os S.S.S. (Serviços de Segurança Secreta).
Há cerca de uma semana, os meus pais saíram de casa só com uma mochila às costas para viajar o mundo. Eles deram-me um grande voto de confiança e deixaram-me a ganhar a experiência de viver sozinha por 5 anos. Estava tão ansiosa, mas no primeiro dia já não tinha nada para fazer e fiquei aborrecida. O meu pai disse-me para eu não ir à oficina dele e para não mexer em nada, mas ele não está aqui para ver, certo!? Então, fui à oficina e encontrei lá algo que nunca tinha visto antes, a máquina do tempo. A máquina pedia-me para colocar uma data e eu escolhi o dia 01/11/1755, o dia do Terramoto de Lisboa, pois eu sempre tive a curiosidade de saber se a História que nos é ensinada hoje foi diminuída ou ampliada.

Depois de entrar dentro da máquina, ela começou a girar e desmaiei. Quando acordei estava deitada numa cama de uma casa muito antiga com a máquina no armário e a primeira coisa que eu fiz foi olhar pela janela para ver onde é que eu estava… Apanhei um susto gigante, pois eu estava num corpo que não era o meu, mas sim no corpo de uma criança. Por ter estudado tanto esta Era, reconheci imediatamente de quem era o
corpo, era da Infanta Maria Benedita de Bragança, filha do Rei D. José I de Portugal e da sua esposa Mariana Vitória. Não sabia o que fazer perante tal situação; logo simplesmente esperei que alguém me fosse acordar. Quando me acordaram eu fui tomar o pequeno almoço com a família real para depois irmos à capela do palácio, pois era um dos feriados mais importantes, o Dia de Todos os Santos. Quando a celebração acabou eu e o resto da família dirigimo-nos para o palácio.

Eram cerca de 9 horas quando se começaram a sentir grandes abalos, e eu logo me apercebi o que estava a acontecer, era o grande Terramoto. A família e os empregados juntaram-se todos no salão principal que era no rés do chão. Naquele momento eu tentei lembrar-me de todas as instruções que eu aprendi na escola,
quando fazíamos os simulacros de sismos. Disse às pessoas para se colocarem debaixo da extensa mesa que se encontrava na sala, e as pessoas ficaram paradas e desacreditaram a minha palavra, pois para não bastar eu ser uma criança, era uma mulher e as pessoas só fizeram o que eu disse quando o Rei lhes ordenou. Mesmo assim não cabia lá toda a gente, e então eu disse-lhes para se colocarem debaixo dos vãos das portas, mas mesmo sendo ordenado pelo Rei, alguns dos soldados que se encontravam no palácio para garantir a segurança da família real simplesmente foram embora durante os grandes abalos.

Quando já só se sentiam pequenas réplicas, cerca de 45 minutos depois, começamos a sair do salão e ao passar por uma grande janela só vejo uma imensa multidão de pessoas no Terreiro do Paço. Por um lado, eu entendo o pensamento delas de se deslocarem para um lugar amplo, livre de árvores e edifícios, mas o problema foi que já não faltava metade da cidade estar destruída e em chamas por causa das velas
utilizadas nas celebrações e das lareiras das casas, as águas do rio começaram a recuar e toda a gente que estava no Terreiro ficou surpresa, pois nunca tinha visto tal coisa. Era o tsumani que se estava a preparar, e quando eu vi aquilo só chamei a família para tentar fugir para os pontos mais altos da cidade e começamos a correr o mais rápido possível para nos salvarmos, pois não tínhamos tempo para a carruagem ser preparada.

Quando já estávamos a salvo num pico da cidade ficamos lá por algum tempo, cerca de 4 horas, e depois retornamos ao centro da cidade. Estava tudo destruído, incluindo o palácio, e após este desastre o Rei jurou que nunca mais viveria num palácio construído em pedra e viveu o resto da sua vida em luxuosas barracas.
Logo após este desastre o Marquês de Pombal tomou as rédeas da situação começou a tomar medidas, pois o Rei nunca teve a vocação para isso, começando logo por tentar pôr a capital nos eixos. Ele ordenou várias coisas como enterrar os mortos, visto que se não o fizesse a cidade iria ficar um cheiro insuportável, o que iria atrair ratos e ratazanas, podendo eles transmitir doenças e o que a cidade menos precisava era uma
epidemia; socorrer os vivos, pois houve muitos feridos; ordenou que os palácios e as igrejas fossem vigiados para evitar que as suas riquezas de fossem roubadas e planificou cuidadosamente a reconstrução da cidade, proibindo as pessoas de reconstruir as casas fora desse plano.

O Marquês entregou a reconstrução da cidade a um engenheiro, Manuel da Maia, e a 2 arquitetos, Carlos Mardel e Eugénio dos Santos. Eles foram sempre orientados pelo Marquês e juntos produziram um plano revolucionário para aquela época. As suas principais características eram as avenidas largas que serviam para
facilitar a circulação; construção de passeios para peões; distribuíram os ofícios por ruas para facilitar o comércio; instalaram redes de saneamento; construíram edifícios da mesma altura e com fachadas iguais; para as construções utilizaram um sistema antissismo e construíram grandes praças por toda a cidade.

Fiquei tão entretida com estas grandiosas ideias que perdi totalmente a noção do tempo. Eu só conseguia pensar “Como é que eu vou voltar se a máquina ficou destruída durante o terramoto? “. Bem, eu nunca voltei. Por um lado, é triste pensar em tudo o que os meus pais devem estar a passar, mas por outro lado posso fazer a
diferença no meu país, tentar fazer com que as mulheres sejam respeitadas, tentar que toda a gente tenha acesso à educação, passar por este sacrifício para que um dia as mulheres não tenham que ter medo de andar sozinhas na rua e muito mais. Claro que eu vou continuar a sentir a falta da minha antiga vida, dos meus amigos, da tecnologia e mais importante da minha família.

Trabalho realizado por Mariana Fernandes, N.º 13, 8C

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