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Um soldado veterano da 1.ª Guerra Mundial na Itália Fascista

 

Estamos em 1920, eu sou um soldado italiano veterano da 1.ª Guerra Mundial e estou desempregado. Como sou um veterano, juntei-me a uma associação nacionalista de veteranos da Primeira Guerra Mundial que dá pelo nome de “Fasci italiani di Combattimento” e foi criada em 1919 por Benito Mussolini que também foi combatente na Primeira Grande Guerra.

Estamos em 1921, a tal associação de que falei é agora um partido nacional (o Partido Nacional Fascista) um partido de Extrema-direita, um partido severo que não aceita críticas e defende um regime ditatorial, só com um partido, e é totalmente contra o comunismo e a democracia que estão a começar a chegar a Itália, já que os nossos governantes são incapazes de reerguer o país abalado pela 1.ª Guerra Mundial.

Há fome e miséria em todo o lado, os meus próprios filhos choram por comida e o pai não a pode dar porque não tem onde trabalhar. Não há emprego nos campos e as fábricas estão quase sempre fechadas por causa das manifestações, há greves a toda a hora porque, mesmo as pessoas que trabalham, trabalham muito e ganham pouco, a moeda nunca esteve com um valor tão baixo como agora, tudo isto também por causa do tratado de paz imposto pelos nossos cretinos vizinhos (a França e a Inglaterra) que nos prometeram terras no norte e nunca mais as vimos.

Como partido, temos o apoio das classes médias que tem medo do comunismo, e dos donos das fábricas que nos vêm como os seus protetores e nos financiam. Nós, os do povo estamos cada vez mais descontentes, também queremos o Mussolini no poder, só uma mão de ferro como a dele pode fazer de Itália a grandiosa nação de outrora, da Roma Antiga. Mussolini quer reanimar Itália, dar-nos emprego, comida, terras e tudo o resto que nos pertence por direito.

No dia 28 de março, de 1922, marchei sobre Roma juntamento com outros 50 mil camisas negras (apoiantes do Fascismo) para levar o nosso Duce (Chefe) Mussolini ao poder. Através de alguma pressão o rei Vítor Emanuel III convocou Mussolini para chefiar o governo. Finalmente temos alguém que sabe liderar dentro do governo de Itália e sou um fascista com orgulho.

No ano de 1923, para proteção do povo foi criada uma Milícia Voluntária de Segurança Nacional, e eu alistei-me novamente no exército. Agora tenho um emprego tudo graças a Mussolini que quer espalhar o Fascismo.

Dantes mal tínhamos dinheiro para meia-dúzia de folhas de papel, mas agora há papel em todas as paredes chamam-lhe propaganda, é uma espécie de publicidade ao Fascismo e um meio de o consolidar.

No ano de 1924, o Partido Fascista ganha as eleições e conquista dois terços dos lugares no parlamento. É praticamente tudo nosso, o Duce é finalmente senhor de Itália e por isso nada deve vir acima do Estado, a nação é a mais perfeita e superior às outras, o nosso exército nunca esteve tão forte, e com ele Mussolini quer expandir Itália e criar um Império, nada é impossível.

Formam-se corporações que unem patrões e operários e o comunismo não é de todo bem-vindo, por isso agora há censura, apenas artigos com a autorização do Estado podem sair e como diz Mussolini: “Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado”.

No ano de 1925, para não haver oposição, todos os partidos não fascistas são proibidos e cria-se uma polícia política para nos livrar dos não patriotas, a OVRA (Organização para a Vigilância e a Repressão do Anti-Fascismo).

No ano de 1926, criam uma Juventude Fascista “Os Balilas”, os meus filhos já entraram e ao que parece nas salas há frases e um quadro do Duce, o herói dos meus pequenos têm-lhe uma obediência cega, tal como toda a gente neste país, usam um uniforme como se fossem adultos. Às vezes, fazem um género de parada militar a desfilar pelas ruas tanto rapazes como raparigas.

E ainda proíbem o direito à greve para evitar que o trabalho pare e consecutivamente a produção, cultivam campos e criam postos de trabalho o próprio Duce foi visto a trabalhar numa campanha de produção de trigo, para mostrar que qualquer um pode fazer pela Itália e graças a ele agora temos comida que chegue e que sobre.

No ano de 1935, a Itália ocupa a Etiópia e voltamos a ser um Império, tal como Mussolini prometeu agora temos terras.

Também são construídas pontes, barragens, caminhos de ferro, etc.

Nunca em toda a minha vida eu vi ou ouvi alguém com uma capacidade de discurso e coragem que chegue aos pés da de Mussolini, para expressar melhor o que eu acabei de dizer escolhi a frase: “Se eu avançar sigam-me, se eu retroceder matem-me, se eu morrer vinguem-me” – quem fala assim certamente que não é gago, sempre que oiço um discurso dele fico hipnotizado, a Itália nunca esteve em tão boas mãos. E tenho a certeza de que agora Itália seguirá em frente.

Avé Mussolini.


Fábio Martins 9.ºB

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