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O Terramoto de 1755, visto por um nobre

Olá, sou o José Alberto Catarino Menezes, um membro da alta nobreza. Portugal tem passado por tempos difíceis porque as remessas de ouro vindas do Brasil têm vindo a escassear. Então o ministro de D. José I, mais conhecido como Marquês de Pombal, reaplicou as leis pragmáticas aplicadas pelo conde da Ericeira; por isso,  Portugal voltava ao mercantilismo, o que não me agradou, nem a nobreza em geral.

No dia 1 de novembro, de 1755, aconteceu uma grande catástrofe.  Eu estava com a minha mulher e meus filhos a preparar-nos para ir à missa quando de repente sentimos o chão a tremer, logo o meu primeiro pensamento foi pôr a minha família em segurança. Era horrível  ouvir as pessoas a gritar, à procura de familiares desaparecidos. Quando pensávamos que já estávamos em segurança, vimos o mar a recuar e, logo pensamos o que vinha a seguir : um maremoto que limpou o resto da cidade de Lisboa. De seguida as zonas que não foram destruídas pelo maremoto foram destruídas por um terrível incêndio que durou dois dias.

Nos dias a seguir ao terramoto, no palácio real era um autêntico caos. A nobreza pensava nos vestidos, móveis e palácios de completo luxo que simplesmente tinham desaparecido. A burguesia pensava nos barcos e os armazéns da Casa da Índia completamente destruídos. E o povo nas suas casas perdidas, familiares mortos e a agricultura completamente arruinada.

Mas, no meio deste caos, surge o Marquês de Pombal que assumiu o controlo: mandou enterrar os mortos e socorrer os feridos, ordenou que todos os palácios e igrejas fossem vigiados, para evitar que suas riquezas fossem roubadas e mandou executar os salteadores.

Também assumiu o controlo para a restauração da cidade de Lisboa, contratou dois arquitetos para reconstruir a cidade de uma forma mais organizada respeitando as seguintes medidas.

  • Avenidas largas para facilitar a circulação de carros de cavalos, alternando com ruas mais estreitas;
  • Construção de passeios para peões;
  • Distribuição dos ofícios por ruas mais estreitas;
  • Instalação de uma rede de esgotos;
  • Construção casas com a mesma altura e com fachadas iguais;
  • Utilização de formas mais resistentes aos sismos;
  • Construção de uma grande praça central

Tudo isto demorou cerca de dois anos a ser feito e Lisboa para mim ficou com um aspeto muito melhor. Era mais fácil andar na rua, porque agora havia passeios para os peões, havia rede de esgotos, o que fazia ter a cidade de Lisboa uma cidade com muita mais higiene por mim este terramoto até teve o seu lado bom.

8.º A Maria Fernandes n.º 11

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