O nosso voto contará

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Realizar-se-ão a 30 de janeiro as eleições legislativas portuguesas!  É do conhecimento de todos que só se pode exercer o direito de voto com 18 anos de idade, no entanto, não é preciso ser maior de idade para refletir sobre a política.

Uma das coisas que a disciplina de Filosofia me tem ensinado é que apesar de ser apenas uma adolescente de 15 anos, tenho direito a ter a minha opinião, o meu modo de pensar, que este pode ou não coincidir com as pessoas que me rodeiam e que está tudo bem!  Este “está tudo bem” pode ser muitas vezes questionável!

A partir do momento em que desenvolvemos uma opinião que nos faz, por vezes, tomar um conjunto de atitudes que tem consequências que não nos afetam só a nós, mas sim um meio muito maior, não está tudo bem! Tudo isto se aplica à política, e foi preciso chumbar um orçamento de estado para compreender o motivo pelo qual todos os alunos do 10º e 11º ano tem 180 minutos de filosofia por semana.

“O governo de um país reflete os valores e os ideais da maioria pessoas que nele habitam”.

Penso que todo este conceito de que o governo do meu país reflete de forma indireta as minhas crenças é complexo, mas parece-me que para os adultos todo este conceito de política é bem mais fácil de entender.

Talvez seja a experiência de vida que dite a facilidade com que colocam a cruzinha no boletim de voto ou talvez por magia no dia em que os jovens completam 18 anos compreendam tudo isto. Não acredito na segunda hipótese, não acredito que alguém se torne iluminado sem mais nem menos, também não sei se a experiência de vida implique a lucidez necessária para votar com responsabilidade. Nas aulas, aplicar filosofia à política fez me criar a teoria de que talvez um jovem de 17 anos possa ter mais consciência do que um idoso de 71 anos, isto a partir do momento em que o jovem faz uma reflexão critica do que é proposto por determinado partido político e o idoso limita-se a votar no partido em que votou toda a sua vida sem sequer analisar o que este promete ao país.

Mais uma vez acho todo este cenário complicado e tenho a certeza de que esta minha hesitação quanto à política é o motivo pelo qual os jovens adolescentes não votam, mas a verdade é que inevitavelmente os 18 anos acabam por chegar, e quando estes chegam temos de assumir essa responsabilidade e “saber votar”, algo que se ensina não ensinando.

A escola, e aqui terei de salientar a importância da filosofia, pode ensinar-nos a pensar por nós próprios, explicar-nos o processo que “interiormente” devemos realizar antes de apoiarmos qualquer ideia ou desenvolvermos qualquer tipo de opinião, mas na hora da verdade, o nosso voto é decidido por nós e somos nós que temos de saber a quem é que queremos entregar o governo do nosso país.

Este é o motivo pelo qual escrevo este apelo à sapiência: mais tarde ou mais cedo, seremos os eleitores do Governo de Portugal, e quando esse dia chegar o nosso voto contará, motivo pelo qual temos de estar à altura da tarefa e ter a perceção do país em que vivemos, das suas necessidades e do partido que lhes pode dar uma melhor resposta. Nós (jovens) somos o futuro de Portugal e um dia seremos os protagonistas deste filme que são as eleições, temos de saber desempenhar o nosso papel!

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