Não vais acreditar que isto sequer aconteceu um dia. O terror das SS de Hitler.

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II Guerra Mundial. As SS de Adolf Hitler na Polónia impõem a morte de uma pessoa, escolhida aleatoriamente entre cada dez, em duas aldeias da Polónia ocupada.

 

Kurt Gerstein, um SS, relata o que viu no campo de extermínio de Belzec quando chegavam os prisioneiros e eram enviados para as câmaras de gás.

“- Dentro de dez minutos chegará o primeiro comboio” comunicaram no dia seguinte. Com efeito, alguns minutos depois chegava um comboio de Lvov: 45 vagões com 6700 pessoas, das quais 1450 vinham mortas. Por detrás dos postigos com arame farpado, viam-se crianças terrivelmente pálidas e assustadas – olhos cheios de angústia – homens e mulheres. O comboio entrou na estação. Duzentos ucranianos abriram as portinholas e, à vergastada, fizeram sair dos vagões aquela gente.
Um altifalante dava instruções: era preciso tirar toda a roupa, as dentaduras postiças, os óculos, etc., entregar todos os objectos de valor, sem vales nem recibos, atar cuidadosamente os sapatos uns aos outros, para que não se separassem dos pares no montão respectivo – que iria ter mais de 25 metros de altura -, as mulheres e as crianças do sexo feminino deviam dirigir-se ao “Salão de Cabeleireiro”, onde se lhes cortava o cabelo com duas tesouradas, para em seguida o meterem em sacos de batata (O cabelo servia para um material para os submarinos). […] Acto contínuo, começava a marcha. […]
As mães – que apertam nos braços os seus bebés – sobem, hesitam, entram nas câmaras da morte. À esquina, um corpulento SS com uma voz sonora e afável, diz àqueles desgraçados:
– Nada vai acontecer de mau! Basta-vos respirar fundo nas câmaras; isso fortalece os pulmões e é um meio preventivo contra as doenças e as epidemias.
Sobem uma pequena escada e abrangem tudo num último olhar: mães com os seus pequenitos apertados contra o peito, crianças de tenra idade, velhos, homens, totalmente nus; vacilam, mas entram nas câmaras da morte, empurrados pelos que vêm detrás, ou pelas vergastadas dos SS, a maioria sem dizer uma palavra. […] As portas fecham-se. Entretanto, os outros estão cá fora espera, completamente nus, seja no Inverno ou no Verão.
– Estão aqui para morrer” – diz-me um SS. Trinta e dois minutos: todos morreram (Abrem-se as portas de madeira). Como colunas de basalto, os homens estão ainda de pé nas câmaras, sem o menor espaço para cair ou dobrarem-se sobre si próprios. A morte não separou os que pertencem às mesmas famílias, pois estão de mãos dadas.
Grande Crónica da Segunda Guerra Mundial. vol. 2 Selecções do Reader’s Digest (Portugal)

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