Mariola: GPS sem satélite!

O termo “mariola” aparece definido no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, em linha, como um “Conjunto de três ou mais pedras sobrepostas, geralmente de forma piramidal ou cónica que, em certas serras ínvias, indicam de trecho em trecho o caminho a seguir.” 

Independentemente do número de pedras que as constituem, porque as há de diferentes tamanhos e formas, o mais importante para o caminhante é que estejam colocadas em locais estratégicos, de fácil visibilidade, e de forma que se perceba, claramente, que foram postas num determinado local, com um objetivo concreto.  

A orientação através das mariolas é muito antiga e eficaz, embora possa comprometer a intenção de quem caminha, em situações de sinalização de trilhos distintos que se cruzam ou que divergem num determinado ponto. Um dos fatores que também pode contribuir para a desorientação de quem não domina ou tenha pouco conhecimento do território é a construção despropositada e negligente de mariolas, por parte de caminhantes desrespeitadores dos usos e tradições das comunidades serranas. Mesmo as pessoas que vivem e conhecem o território não dispensam as mariolas em situações climatéricas adversas, tais como, a neve, a chuva intensa, o nevoeiro, etc. 

Santa Mariola

Complexo mineiro dos Carris, ao fundo.

 

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